Crítica | Call of Duty: Black Ops 7/Warzone Temporada 4 amplia conteúdos e reforça longevidade do jogo
- Lucas Venancio

- há 16 horas
- 7 min de leitura
Recebemos o Passe de Batalha BlackCell via Call of Duty Brasil e Theogames para a produção dessa crítica e para complementa outros conteúdos da nossa cobertura da franquia.
Chegamos à quarta temporada deste ciclo de Black Ops 7 e Warzone. Nesse período, foi revelado o Call of Duty de 2026, que será Modern Warfare 4, tirando um pouco o foco da atual situação da franquia. E, para quem acompanha a série há mais tempo, sabe que, nessa época do ciclo anual, acaba permanecendo no jogo quem realmente gostou da experiência e ainda está no grind de evolução, ou os tryhards que continuarão jogando independentemente de qualquer coisa. Sem contabilizar Warzone, já que o título gratuito possui um fluxo de jogadores diferente do game anual comercializado.

No entanto, a Treyarch e a Raven Software mantiveram o mesmo compromisso assumido antes mesmo do anúncio oficial do ciclo de Black Ops 7: entregar o maior jogo da franquia em número de conteúdos de lançamento e também ao longo de todas as temporadas posteriores. E, particularmente, como alguém que continua aqui produzindo conteúdo jornalístico, trazendo o ponto de vista da comunidade e que também adora a franquia, posso dizer que continuo viciado no multiplayer de Black Ops 7.
Multijogador
Nesta quarta etapa tivemos a introdução do modo de jogo "Black Ops Clássico", uma experiência mais pé no chão, com movimentação simplificada e armamentos otimizados em mapas icônicos de Black Ops e Black Ops II presentes no jogo. O modo foi tão bem recebido que muitos jogadores voltaram ao BO7 apenas para experimentar essa temática inspirada principalmente em Black Ops II, ideia destacada pelos próprios desenvolvedores da Treyarch.
A adição foi extremamente positiva por despertar uma forte memória afetiva nos jogadores. Nos tempos atuais, o modo funciona quase como um leve remake do que aqueles jogos representavam, tanto visualmente quanto em sua jogabilidade. Entretanto, mesmo com a simplificação, parte da comunidade permaneceu por pouco tempo, já que algumas ideias acabaram ficando datadas quando comparadas à jogabilidade moderna da franquia, principalmente recursos como slide e corrida ilimitada, que hoje se tornaram elementos padrão da movimentação.
O único defeito que posso apontar nesse modo está relacionado aos jogadores de console. A corrida utiliza o sistema clássico, exigindo pressionar constantemente o analógico para correr, algo que desgasta os controles e pode causar drift ao longo do tempo. Perdi diversos controles nas épocas de PlayStation 3 e PlayStation 4 justamente por esse motivo. Como os analógicos do PlayStation 5 ainda utilizam uma tecnologia semelhante, uma solução interessante seria a adoção de sensores magnéticos para minimizar esse problema. E com o retorno já confirmado de Black Ops e Black Ops II aos consoles da Sony, os jogadores deverão ficar atentos a essa questão.
Também tivemos a adição de novos mapas:
Primetime
Primetime se passa em um cenário inspirado em programas de televisão japoneses, onde um gato gigante e sushis voadores transformam o tiroteio em um verdadeiro espetáculo. O mapa utiliza o tradicional sistema de três rotas que os fãs da Treyarch adoram, além de contar com ótima iluminação e mecânicas interativas.
Entre elas estão trampolins que lançam o operador para diferentes áreas do mapa e o sistema de lançamento de sushis em direção à boca do gato gigante. Quem for atingido nesse processo sofre eliminação instantânea. É uma excelente adição, principalmente porque a Treyarch havia deixado de lado os mapas interativos que marcaram parte de sua identidade no passado.
Vertigo
Vertigo retorna completamente reformulado a partir de sua versão original lançada via DLC em Black Ops II. Quem jogou o mapa na época sabe o quanto ele era interessante para os confrontos. Nesta nova releitura, Vertigo se transforma em uma megaestrutura da Guilda localizada no topo de um arranha-céu no Japão. Particularmente, sempre foi um dos meus mapas favoritos de Black Ops II.
Liminal
Também tivemos a chegada de Liminal, novo mapa para os modos Tiroteio 6v6 e 2v2. O local representa um procedimento realizado pela Guilda dentro da mente humana, onde o estado mutável do paciente reescreve constantemente o centro do mapa. A cada partida, a estrutura central ligada ao Berço muda sua aparência, oferecendo uma experiência visual diferente. Entretanto, por se tratar de um mapa pequeno, os confrontos aliados à movimentação acelerada de BO7 tornam tudo ainda mais caótico.
BlackCell e Passe de Batalha
Desde a Temporada 3, o BlackCell recebeu novas adições que tornam o pacote mais interessante para quem busca conteúdos voltados exclusivamente à customização, sem qualquer influência na gameplay. Nesta Temporada 4 tivemos a introdução de Catalyst, um operador que possui desafios próprios. Ao completá-los, o jogador desbloqueia duas versões alternativas de visual. Além disso, há um projeto de arma para a EGRT-17 acompanhado de dois desafios de variantes.
Como se já não bastasse a enorme quantidade de camuflagens presentes no jogo, o BlackCell também trouxe, desde a temporada passada, uma trilha de camuflagens especiais. Para desbloqueá-las é necessário completar desafios específicos para cada classe de arma. Após concluir todas as etapas, o jogador recebe uma camuflagem de maestria exclusiva. E, diga-se de passagem, elas são lindas e certamente valerão o esforço dos jogadores mais fanáticos pela franquia e dispostos a investir no BlackCell.
O pacote continua oferecendo os mesmos benefícios já conhecidos: impulso de 10% de XP para cada BlackCell adquirido, 1.100 CP, 20 pulos de escalão, desafio diário adicional, desbloqueio de qualquer página do passe e uma faixa exclusiva para seus itens. Além disso, algo que venho elogiando durante toda a vida útil de Black Ops 7 é a adição dos temas de interface, que modificam a estética do HUD durante as partidas. É uma implementação que deveria permanecer nos próximos Call of Duty.
Dentro do Passe de Batalha, que já completamos em 100%, o destaque fica para as duas novas armas gratuitas, sem necessidade de adquirir o passe. A primeira é o fuzil de atirador KRS-7.62, uma arma semiautomática que lembra bastante a clássica FAL de Black Ops II, oferecendo alto dano e recuo considerável. A segunda é a submetralhadora CBRS-3, uma arma automática bastante equilibrada, com excelente alcance e controle de recuo. Entretanto, apesar de possuir um carregador padrão de 60 munições, ela dispara em grupos de 20 tiros antes de realizar uma breve recarga interna. Por isso, é necessário ficar atento durante os confrontos, já que essa característica pode deixar o jogador vulnerável nos momentos mais intensos.
Também tivemos a introdução do novo operador Rook, integrante da Guilda.
Eventos
A Temporada 4 trouxe o evento "Carga Ilícita", marcando o retorno de um sistema que muitos jogadores vinham pedindo: o desbloqueio de oito novas camuflagens para cada classe de arma em todos os quatro modos do jogo — Multiplayer, Warzone, Fim da Jornada e Zumbis — culminando em uma camuflagem secreta.
O evento teve um valor especial para os fãs mais antigos, já que as camuflagens foram resgatadas diretamente de Black Ops III. Já a camuflagem secreta, chamada "Espumante de Cereja", só podia ser obtida por meio do Mercado Negro no polêmico sistema de Supply Drops, que não existe mais na franquia e é amplamente criticado pela indústria atualmente.
Ainda durante o evento, os jogadores que completassem nove desafios desbloqueavam o novo fuzil de assalto VX Compact. A arma possui a melhor cadência de tiro de sua categoria, excelente manuseio e é compensada por menor alcance e capacidade de munição. Sem dúvidas, tornou-se uma das melhores armas disponíveis neste início de Temporada 4.
Nos desafios semanais tivemos, até o momento, três semanas de recompensas. Entre elas está a arma especial Grimhawk, um fuzil automático que dispara projéteis teleguiados de baixa velocidade capazes de perseguir os alvos. Também foi disponibilizado um novo acessório de coronha para a escopeta M10 Breacher, transformando-a na icônica Argus de Black Ops III. A modificação oferece uma cadência de tiro mais rápida e uma dispersão inicial maior, tornando-se extremamente precisa ao mirar.
Por fim, tivemos a nova série de pontuação "Chuva de Ferro", um gigantesco drone de artilharia pesada controlado pelo jogador, capaz de lançar cargas explosivas a partir de uma perspectiva aérea. Ao concluir as três semanas de desafios, os jogadores desbloqueiam a camuflagem animada "Boa Comida".
E um evento chamado Nuked no Zombies.
Fim da Jornada
No modo Fim da Jornada, o sistema de Prestígio finalmente foi introduzido para cada operador. Agora é possível desbloquear novas oportunidades para aumentar habilidades e eficiência em combate. No Prestígio 1 é liberada uma trilha de habilidade exótica; no Prestígio 2, uma habilidade adicional de Pesadelo; e no Prestígio 3, uma quarta trilha de habilidades.
Ao realizar o Prestígio, a eficiência em combate é redefinida e todas as habilidades e itens de armamento retornam ao padrão inicial. O primeiro requisito exige Eficiência 66 e, no terceiro Prestígio, o operador pode alcançar Eficiência 88. É mais uma camada de progressão para a já gigantesca quantidade de conteúdos disponíveis, reforçando a ideia de que Black Ops 7 é o maior Call of Duty da história quando o assunto é volume de atividades.
Também tivemos a chegada do Ato III de Operações, chamado "Quebra-Paredes". Nele, os jogadores podem completar diversas etapas para desbloquear recompensas e liberar o chamado "Passo da Falha", uma série de missões especiais nas quais os operadores são transportados para locais fora de Avalon para combater a falha causada pelo Berço. As recompensas incluem projetos de arma, skins e uma camuflagem animada exclusiva.
Zumbis
No modo Zumbis tivemos a introdução de "Rodadas Premiadas". Nele, o jogador começa apenas com uma pistola e pode escolher uma nova recompensa ao final de cada rodada, precisando sobreviver com os equipamentos disponíveis enquanto tenta alcançar rodadas elevadas ou eliminar alvos de alto valor. O modo conta com restrições específicas de gameplay e, até o momento, só pode ser jogado no mapa Cinza dos Condenados.
Além do já citado anteriormente o evento exclusivo para o modo Zombies chamado "Nuked" que chegou junto ao mapa de sobreviência Nuketown na parte destruida como uma referencia a Nuketown Zombies do BO2 só que expandida. Aonde os jogadores puderam desbloquear 7 itens fazendo desafios, sendo a última o desbloqueio de uma camuflagem animada chamada de "Cronologia".
Warzone
No modo gratuito de Call of Duty tivemos o retorno do icônico mapa de Ressurgência Fortune's Keep, agora com algumas alterações ambientais e a adição de novos pontos de interesse. O mapa passou a integrar a rotação ao lado de Rebirth Island e Haven's Hollow.
Também tivemos o retorno do modo Conflito em Verdansk, que coloca 104 jogadores em uma grande batalha em equipes, funcionando como um enorme multiplayer em larga escala dentro do mapa de Battle Royale, onde é necessário capturar objetivos para alcançar a vitória.
Veredito
A Temporada 4 consegue novamente enriquecer a longevidade de Black Ops 7 e sua integração com Warzone. Para aqueles que permaneceram no jogo, o volume de conteúdos continua impressionante e ainda está longe de acabar. A Temporada 4 Recarregada chega nesta quinta-feira, às 14h (horário de Brasília), trazendo ainda mais novidades para os jogadores. Inclusive, já existe uma matéria completa aqui na Be Geeks detalhando tudo o que chegará nessa nova atualização.

























































































































































































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