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Crítica | Temporada 5 de Call of Duty: Black Ops 7/Warzone - Cheguei ao nível 1000 de Prestígio numa temporada que mantém o ritmo, mas deixa espaço para melhorias

  • Foto do escritor: Lucas Venancio
    Lucas Venancio
  • há 1 hora
  • 9 min de leitura

Recebemos o Passe de Batalha BlackCell da Temporada 05 de Call of Duty Brasil e Theogames para complementar nossa cobertura da franquia, aos quais agradecemos pela parceria.


Chegamos à penúltima temporada de conteúdos do ciclo de Call of Duty: Black Ops 7 e Warzone, que teve uma previsão de 55 dias de duração. A Treyarch e a Raven Software mantiveram o compromisso de continuar atualizando o jogo, porém a intensidade das implementações foi diminuindo conforme o avanço das novas temporadas.


Entretanto, quando comparado a títulos anteriores, o ciclo de Black Ops 7 ainda continua sendo o maior em relação à quantidade de conteúdos pós-lançamento.


Como sempre trago ao longo de nossa cobertura de Black Ops 7, sei muito bem o estado atual da franquia e suas críticas. Como sempre digo, concordo em boa parte com elas, mas discordo em outras. Uma delas é justamente o multiplayer de Black Ops 7.


A experiência, especificamente no modo online, ficou acima das minhas expectativas, sendo uma boa evolução em relação ao Black Ops 6 e ainda trazendo uma pitada de nostalgia para os fãs da saga, com conteúdos inspirados em Black Ops 2, Black Ops 3 e Black Ops 4.


E, claro, existe a overdose de adições ao longo do ciclo, que faz com que os jogadores ainda ativos tenham ainda mais dopamina para conquistar e desbloquear itens dentro do jogo.


E, na minha vez, durante a Temporada 5, consegui chegar à “Lenda do Prestígio nível 1000”, desbloqueando os itens secretos finais do sistema de progresso do game.



Será um “vício”? Sim, porque é minha franquia favorita. No entanto, no Black Ops 7 foi diferente, como eu disse anteriormente: existe uma diversão garantida e uma vontade de continuar jogando e querendo mais.

Isso é justamente o oposto do que aconteceu com o game anterior, que, no final de sua vida útil, já estava no limite. Quando cheguei ao nível 500 do Mestre do Prestígio, para falar bem a verdade, isso já havia acontecido muito antes.


Passe de Batalha e BlackCell


No multiplayer de Black Ops 7, tivemos o tradicional Passe de Batalha 5, que pode ser adquirido em três versões.


A primeira custa 1.100 CP, com boost de progresso de 10% no passe, mas sem conveniências adicionais.


A segunda custa 2.400 CP, oferecendo a possibilidade de pular 20 escalões do passe.


Já a versão premium BlackCell 5, por R$ 164,90, oferece uma série de benefícios exclusivos aos jogadores que desejam ter acesso às 143 recompensas presentes no passe da temporada.



Spectre está de volta

O operador de destaque é nada mais que o retorno do icônico Especialista Spectre, de Black Ops 3 e Black Ops 4, mostrando a introdução do personagem na linha do tempo da saga.


Outro detalhe interessante é o golpe finalizador do BlackCell, “Moedor de Carne”, que coloca na animação a série de pontuação “R.A.P.S.”, também de Black Ops, trazendo ainda mais nostalgia para os fãs.


Além do novo Operador Cipher, exclusivo para os clientes BlackCell, desde a Temporada 2 a Treyarch trouxe uma diversificação de itens a serem desbloqueados para os compradores.


São duas skins exclusivas de operador e arma, incluindo a Sturmwolf 45, que podem ser desbloqueadas por meio de desafios até o final da temporada.


Ainda existe uma adição feita na temporada passada: uma skin adicional secreta de operador que também é desbloqueada por desafios. No caso de Cipher, ela é chamada de Hex.



O que realmente chama atenção no BlackCell?

Agora, os principais pontos que vejo em relação ao BlackCell, além dos itens cosméticos e suas variantes diante dos já existentes no passe tradicional, são as adições de camuflagens exclusivas para os jogadores por meio de desafios.


Como a maior parte do tempo a visão de Call of Duty é em primeira pessoa, ter itens legais e chamativos visualmente é importante para prender a atenção dos jogadores ao game e, claro, dar novos ares à experiência.


Outro ponto são os temas de interface, que sempre são adicionados em cada temporada e dão uma nova identidade a cada momento das jogatinas.


Essa foi uma das grandes adições de Black Ops 7, além da possibilidade de alterar a disposição dos ícones de HUD na tela.


Também temos os boosts de XP para nível e arma de 10% para cada BlackCell adquirido, ajudando bastante os jogadores mais hardcore a chegarem mais rapidamente aos seus objetivos.



Novas armas da Temporada 5


Como de costume, no Passe tivemos a presença de duas novas armas.


A primeira é o Fuzil de Assalto FG42, produzido na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, que retorna de Call of Duty: World at War, da Treyarch, título que começou a saga Black Ops.


E, como foi apresentado ao longo deste ano de Black Ops 7, a política do estúdio foi lançar novas armas, equipamentos, séries de baixas e kits de conversão que chegam fortes, divertidos e utilizáveis, para posteriormente receberem nerfs ou buffs após o feedback da comunidade.


Com isso, a Treyarch aumenta a rotatividade do jogo e diminui a sazonalidade dos metas.


A FG42 chegou se tornando a melhor arma do jogo, deixando a AN-94 de lado, arma que havia chegado anteriormente e já foi nerfada. O novo fuzil conta com grande mobilidade, cadência, alcance e recuo controlável.



Gremlim aposta no Akimbo

A segunda arma é a submetralhadora Gremlim, que é totalmente “Akimbo”, de porte duplo, ficando basicamente utilizável apenas no tiro livre.


Como já falado anteriormente, ela foi lançada forte. Porém, nesse caso, é necessário utilizar os acessórios corretos e ter a sabedoria de utilizá-la da maneira adequada, tornando-a letal em combates de curta distância durante a Temporada 5.



Mapas continuam sendo um dos pilares do multiplayer


Os principais pilares de todo multiplayer de Call of Duty são os mapas, e nisso a Treyarch é, de certa forma, especializada em agradar à comunidade.


Contudo, ela ficou devendo no início desta nova temporada, já que apenas um dos três primeiros mapas adicionados até agora foi realmente original.


Nos outros dois casos, foram utilizados mapas remasterizados, sendo que um deles é, inclusive, um remaster de um remake que já havia sido lançado anteriormente.


Mas foram ótimas adições.


Frequency retorna em Black Ops 7

Começando pelo já conhecido “Frequency”, que retorna de Black Ops 4 e que competia pelo posto de melhor mapa daquele jogo. Particularmente, também adorava seu visual e layout.


Já em Black Ops 7, o mapa conseguiu fluir muito bem com a movimentação do game.



E fica aquele gosto de “quero mais” por novas adições de mapas de Black Ops 4, além de uma apelação dos fãs ativos no jogo por mapas de Black Ops 3 que, em alguns casos, funcionariam muito bem em Black Ops 7.


Isso não deveria se limitar apenas à Fringe, que já estava presente em Black Ops 6.


A temporada trouxe referências a Black Ops 3, mas sua maior identidade, que são os mapas, continua oculta pela Treyarch.


Será que veremos algum deles na última temporada?


DIG retorna de Black Ops 2

Também tivemos o retorno do mapa “DIG”, DLC de Black Ops 2, que já era um remake do mapa Courtyard, de World at War.


Nesse retorno, tivemos algumas alterações, já que agora existe a possibilidade de subir em lugares mais altos das trincheiras.


Isso deixou a experiência mais agradável para a jogabilidade de Black Ops 7 e funcionou perfeitamente para o game.


Reprodução: Be Geeks
Reprodução: Be Geeks

E, novamente, fica a queixa dos fãs: os mapas de Black Ops 3 também poderiam ser adaptados da mesma maneira que fizeram por aqui.


Poucos jogadores realmente notaram essa diferença quando compararam as versões originais.


Jubileu é o mapa original da temporada

Na adição original, temos a chegada do mapa Jubileu, de tamanho médio, localizado em uma cidade rural japonesa durante um festival.


Como virou rotina em praticamente toda temporada, temos a presença de um mapa no Japão. E este é um dos melhores, apresentando uma boa diversificação de caminhos e, ao mesmo tempo, mantendo o estilo de três caminhos que os fãs gostam.



O destaque fica para uma área bastante única na região central, onde está localizado um pequeno cassino.

Para os brasileiros, o local acabou remetendo ao popularmente conhecido jogo do “Tigrinho”, já que esse é o tema central da área.


Não sabemos se foi intencional, mas a associação certamente aconteceu.


Eventos temporários mantêm os jogadores ativos


Os eventos temporários são outras maneiras de engajar os jogadores ativos, colocando-os para completar desafios e desbloquear itens únicos.


No primeiro evento da Temporada 5, tivemos o evento do modo Zombies chamado “Eidskallen”, o mesmo nome do mapa de sobrevivência que chegou no início desta temporada e que é uma parte retirada do modo principal Totenreich.


O evento foi feito na modalidade de placares de líderes, introduzida em Black Ops 6 e evoluída ao longo do tempo com o feedback da comunidade.


Desde a Temporada 4, tivemos adições de novos formatos, com duração de três horas, entradas limitadas em horários determinados e a possibilidade de jogar quantas vezes quiser para conseguir uma boa classificação na tabela.



O objetivo é liberar itens exclusivos e a cobiçada camuflagem animada.


Machine of War

O segundo evento temporário funcional, disponível em todos os modos de jogo, foi “Machine of War”.

Ele consistia em pegar galões de gasolina ao eliminar jogadores adversários, zumbis e abrir caixas de armamentos no Warzone.


Ao coletá-los, os jogadores poderiam trocá-los em três trilhas de itens, valendo 10, 15 ou 25 galões cada.

Ao completar todas as linhas, os premiados recebiam uma camuflagem exclusiva animada no estilo RGB chamada “Devorador de Almas”.


Mas o grande destaque ficou para a nova Metralhadora Leve Mammoth, equipada com canos duplos e capaz de causar grande dano aos adversários.


Em contrapartida, temos baixa cadência e mobilidade.



Mesmo assim, sua usabilidade é formidável e vale muito a pena utilizá-la para variar suas gameplays.

Vale lembrar que, caso o jogador não tenha liberado alguma arma ou item que tenha chegado por meio dos eventos temporários ou do Passe de Batalha, eles podem ser liberados gratuitamente por meio de desafios tanto em Black Ops 7 quanto no Warzone.


Desafios semanais continuam importantes


E, claro, não poderiam faltar os queridos eventos semanais, introduzidos em Modern Warfare 3 (2023) e que voltaram com força em Black Ops 7.


A cada semana, temos uma série de novos desafios para serem cumpridos no Multiplayer, End Game, Zombies e Warzone.


Ao completar seis desafios semanais quaisquer, o jogador consegue desbloquear o item da semana e ainda ganhar um check semanal que contará para desbloquear duas camuflagens, respectivamente, com quatro e oito semanas.


Até esta crítica, tivemos a presença de três desbloqueios:

O primeiro é o Kit de Conversão para o cano da Pistola Jäger 45, que coloca um dispositivo P.E.M. capaz de causar dano ao ser disparado e interromper equipamentos inimigos.


O segundo é o Kit de Conversão para a coronha do Fuzil de Atirador M34 Novaline, transformando-o no clássico fuzil semiautomático M1 Garand norte-americano da Segunda Guerra Mundial, que foi visto em diversos jogos da franquia e, claro, em Call of Duty: World at War.


O terceiro é uma Lente Universal chamada Refletora EAM IR-VIZ, tratando-se de uma mira térmica leve que não brilha para os olhos inimigos, dificultando sua exposição, além de oferecer uma visibilidade melhor quando comparada às já existentes no jogo.


Essa última foi uma bela adição e fica a recomendação de uso.



Você pode conferir todos os cinco desafios semanais que chegarão em nossa matéria que antecedeu o lançamento da Temporada 5 e estará linkada nos destaques ao final desta crítica.


Warzone ganha novo ponto de interesse em Verdansk


Por último, temos a presença da Raven Software com o Warzone, que trouxe algumas novidades diante desta nova atualização.


Entre elas está a adição de mais um ponto de interesse completamente novo em Verdansk, dando mais vida ao icônico mapa de Battle Royale.


Trata-se do Drone Labs, um complexo de laboratórios e escritórios localizado ao sul de Karst River Quarry.

O nome do local já foi aproveitado como gancho para a adição de novas mecânicas ao mapa, com a introdução de uma Armadura Juggernaut, Drones de Suprimentos e Drones Assassinos.


Ao longo da temporada, também teremos novas adições já confirmadas anteriormente.



Lockdown Casual e Heavy Metal Heroes

Ainda temos a presença de dois modos de jogo.


O primeiro é Lockdown Casual, focado na disputa por zonas de controle no novo ponto de interesse de Drone Labs.


O segundo é o retorno do modo Heavy Metal Heroes, diretamente do primeiro Battle Royale da franquia, o Blackout de Black Ops 4.


Esse novo modo coloca batalhas explosivas envolvendo grandes esquadrões, veículos fortemente armados e habilidades especiais que são equipadas no lugar dos equipamentos táticos.


Entre elas está o superpulo, já visto no End Game/Campanha, e o retorno da habilidade “Glitch”, apresentada pela primeira vez pelo Especialista Prophet, de Black Ops 3.


No Warzone, o modo está substituindo a playlist principal do Black Ops Royale em Avalon.


Black Ops 7 já prepara o terreno para Modern Warfare 4


E, para já aquecer os corações dos fãs rumo a Call of Duty: Modern Warfare 4, que já tem beta fechada na próxima semana, a partir do dia 21 de agosto de 2026, e que, claro, terá crítica aqui no portal, tivemos a introdução de desafios integrando os dois jogos.


Eles concederão aos jogadores que fizerem a pré-venda do próximo Call of Duty a possibilidade de desbloquear a camuflagem “Pérola da Luz da Lua” tanto em Black Ops 7 quanto em Modern Warfare 4, seguindo uma prática que já foi utilizada anteriormente na franquia.



Mas existe uma novidade superexclusiva.


Os primeiros 100 mil jogadores que conseguirem completar o desafio não apenas desbloquearão a camuflagem animada “Ruína Dourada”, como também terão um número de série correspondente à sua colocação, exibido diretamente na tela e na camuflagem, transformando o item em uma espécie de colecionável limitado.


Vale ressaltar que a Infinity Ward divulgou que os Vales de XP adquiridos serão mantidos para o MW4.


A Temporada 5 ainda não é o fim


Todavia, mais conteúdos estão por vir em Call of Duty: Black Ops 7 e Warzone.


A Temporada 5 Recarregada chegará em breve, com destaque para o fechamento da história Zombies de Black Ops 7, no mapa Rex Infernus, além do beta de Modern Warfare 4, Temporada 6, lançamento de Modern Warfare 4 e, posteriormente, Call of Duty nos cinemas, transformando a franquia também em filme.

A Activision não para com Call of Duty.


E nossa cobertura no Be Geeks também não.


Continuaremos lado a lado com uma das maiores franquias não apenas dos games, mas de todo o entretenimento.




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