Crítica | Temporada 3 de Call of Duty: Black Ops 7 e Warzone entrega overdose de conteúdo e reforça compromisso
- Lucas Venancio

- 15 de abr.
- 6 min de leitura
Agradecemos ao Call of Duty Brasil e à Theogames pela disponibilidade do Passe de Batalha BlackCell da Temporada 3 para produção de nossas críticas, além do jogo completo no ano passado.
A Treyarch e a Raven Software continuam mantendo suas promessas de fazer o maior número de conteúdos pós-lançamento na história da franquia em Call of Duty: Black Ops 7 e sua integração com o Warzone. Na terceira temporada, esses números cresceram exponencialmente em todos os modos: Fim da Jornada (End Game), Zumbis, Multijogador e Warzone (Battle Royale e Black Ops Royale).
Passe de Batalha e BlackCell
O aguardado Passe de Batalha, que dá repaginadas visuais ao jogo, como sempre, é vendido em 3 formatos para os jogadores adquirirem: 1100 Pontos COD (sendo recuperável ao completar 100% do progresso), 2400 CP, que dá direito a 20 pulos de escalão, e o BlackCell, custando R$164,90.
Ao completá-lo, é possível receber até 142 recompensas, como 19 skins de operadores, 34 projetos de armas e 2200 Pontos COD, sendo o operador principal na Temporada 3 o Javelin, da JSOG. Mas o destaque que chamou a atenção dos fãs de BO7 positivamente foi justamente o polêmico passe premium BlackCell, que também entrou na overdose de conteúdos sendo lançados e dando ainda mais motivos para quem deseja comprá-lo.
Além das recompensas instantâneas, impulso de 10% de XP (para cada BlackCell adquirido) e itens exclusivos ao decorrer do passe, agora há a possibilidade de fazer desafios para desbloquear variantes da nova operadora do BlackCell “Valquíria” e do projeto de arma da SMG Razor 9mm. E o bônus que a comunidade adora: 6 novas camuflagens exclusivas que também são desbloqueadas por meio de desafios nos 3 principais modos.
Ainda assim, o valor é salgado para nós no Brasil, mas, para quem joga muito o game e tem uma grande quantidade de horas com o dedo no gatilho, o momento tende a ser favorável para quem der uma chance ao BlackCell. O destaque são as camuflagens, que estão belíssimas, principalmente a de maestria chamada de “Opulência”, que é desbloqueada ao completar os demais desafios.
Mas o passe de batalha convencional não deixa a desejar, com boa diversidade de conteúdos e mantendo a personalidade do universo de Black Ops 7, não “viajando” como nos games anteriores, que foram extremamente criticados e que fizeram a Activision alterar o visual final do jogo com as skins.
Já completamos o passe em 10 dias de jogatina.
Novas armas
As duas novas armas adicionadas ao jogo, que não têm a necessidade de ter qualquer edição do Passe de Batalha, são decentes se forem bem construídas. O fuzil de assalto MK35 ISR (retorno da M27 do Black Ops 2) se assemelha com a M15 MOD-0 por não ter a presença de recuo, mas o grande chamariz é que não há necessidade no uso de miras, já que sua mira de ferro é uma das melhores do jogo.

Já cheguei no level máximo de prestígio dela e posso garantir que é uma opção viável, mas ainda não é meta, já que seu dano é baixo se comparado à concorrência.
E a SMG VST, desbloqueada na página 15, que inicialmente será extremamente difícil de utilizá-la, já que ela tem o pior recuo do Black Ops 7 e com pouco alcance, sendo necessário realizar o prestígio para desbloquear o novo acessório que melhora essas deficiências em seu manuseio.

Fim da Jornada
Primeiramente, preciso destacar que o modo Fim da Jornada (End Game), focado em extração PvE, está gratuito por tempo limitado e, por “sorte”, o novo mecanismo de progresso foi adicionado, chamado de “Operações do Fim da Jornada: Ato I - Operação Cápsula Venenosa”.
Essas operações são similares às que haviam no DMZ e MWZ, nas quais os jogadores deverão fazer uma série de passos para desbloquear novos itens exclusivos desse ato, como derrotar o chefe com 3 operadores específicos para desbloquear skins e uma camuflagem animada.
E mais novidades: todos os personagens terão seu level mantido, independente da escolha de 4 operadores no menu inicial. Ao sofrer uma baixa durante o combate, seu operador não será resetado completamente, apenas perderá 15 níveis e seus armamentos de inventário.
No Passe de Batalha, foram implementados “vales” de restauração, sendo uma ótima adição para os jogadores, já que o modo está ficando cada vez mais difícil em suas novas atividades, como a “Falha da Raiz do Problema” e “Falsificador de Links”. Agora todas as partidas terão eventos globais, com a possibilidade de converter qualquer armamento na raridade exótica e novas habilidades exóticas posteriormente.
Particularmente, acho divertidas suas mecânicas dentro do mapa de Avalon. É inegável que há muita repetição e os “bots” têm uma IA bem esquisita, mesmo nas áreas de alto potencial de dano crítico. Já os zumbis são reaproveitados, mas as hordas funcionam e genuinamente são vistas pela comunidade para grindar XP e camuflagens.
Multijogador
Não é novidade que sou primariamente jogador desse modo específico há 18 anos. Posso falar que é meu terreno, nessa que é minha franquia favorita na indústria dos games.
Atualmente no BO7, estou level 600+ do Mestre do Prestígio, completei a camuflagem Singularidade (a “Dark Matter” desse jogo), nukes e 100% nos cartões de visita do Multijogador.

Falo isso porque consigo expressar minha empolgação genuína com o Black Ops 7 e o vejo como um dos melhores multiplayers da franquia (como já havia citado na crítica do ano passado). Mas, infelizmente, a grande massa não deu oportunidade ao jogo por diversos aspectos e não tiro a razão, já que a franquia deu gatilhos para tudo isso ocorrer.
Mas o gunplay, os mapas, mecânicas, overdose de conteúdos, nostalgia com Black Ops 2 e 4, conseguem tornar uma ótima experiência online.
Mapas
Tivemos a adição de 4 mapas: Abyss, que se passa em um submarino nuclear, sendo bem similar estruturalmente com o mapa Bullet do trem em movimento verticalizado do Black Ops 6; o retorno de um dos mapas mais queridos da história, que nunca havia sido remasterizado, Plaza, do BO2, mantendo a música do Skrillex e visualmente impecável, se tornando um dos mapas mais bonitos de Call of Duty.
O novo mapa de neve, Beacon, com sistema de 3 caminhos clássicos da Treyarch, funciona bem em todos os modos. E mais um retorno: Gridlock, do Black Ops 4, que está funcionando bem para as mecânicas de pulo na parede e pela nostalgia vale. Porém, nunca fui um grande fã desse mapa, mas está longe de ser ruim.
Modos
No modo Batalha 20v20, temos uma nova área de Avalon chamada Operação: Tridente. Esse modo é ótimo para grindar camuflagens; muita gente esnoba (principalmente no Brasil), mas é excelente para passar o tempo. E o retorno dos clássicos Demolição e Na Cachola (que está dando um emblema para quem conseguir 100 tiros na cabeça durante a jogatina).
Eventos
Na primeira semana dos desafios semanais (que terão duração de 9 semanas), tivemos a adição da série de pontuação “Pulso de Íon”, que está extremamente divertida de se utilizar, principalmente em modos de objetivo.
Evento “Lost Outpost” para os 3 modos principais, no qual os jogadores devem coletar sinalizadores com baixas e caixas de suprimentos para desbloquear itens de forma randômica. E podendo liberar mais uma nova arma o Fuzil de Precisão Strider 300.
Ao completar todas, será desbloqueada uma camuflagem animada ao estilo da saga “Matrix”, chamada Terminal.
Zumbis
No início da Season 3, não tivemos um mapa novo, que será adicionado posteriormente na Temporada Recarregada. Mas está disponível um novo mapa e último de sobrevivência na área do “Cinza dos Condenados”, chamado Ashwood, além do modo direcionado para o mapa Fenda Paradoxal, que se passa em duas versões da Nuketown.
Além disso, na primeira semana de lançamento houve um evento que exclusivamente para Ashwood chamado 'Survivors of Ash' de que era uma série de desafios para desbloquear itens cosméticos e no final liberar a camuflagem animada nomeada de "Barreiras Etéreas".
Warzone
Tivemos o retorno de Verdansk com uma nova área de interesse chamada “Plataforma de Lançamento”, uma base da Guilda que lembra bastante o mapa Launch do Black Ops 1.
O modo por tempo limitado “Esquadrão de Lançamento”, onde duas equipes disputam para ver quem consegue fazer o lançamento do foguete ou sua interceptação, não me conquistou, mas traz uma nova possibilidade para evolução de progressão.
Adição do gancho e pulo na parede para todos os modos, inclusive na Ressurgência.
Contudo, fica nítido o cuidado dos estúdios em manter o jogo ativo e ainda faltam 50 dias para o final da temporada. E dentro dessa imensidão de conteúdos, há mais por vir na Temporada 3 Recarregada e aguardaremos por mais. Acompanhe nossa cobertura da franquia.



























































































































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