• J.V. Vicente

Jedicon 2018 | O evento da família Star Wars

No último sábado aconteceu a Jedicon, feira dedicada aos fãs da saga Star Wars. A exposição ocorreu no colégio Passionista, localizado na Avenida Tucuruvi. O espaço esteve repleto de estandes de lojas de produtos voltados a cultura geek e pop, principalmente em relação a franquia Star Wars. Na entrada do evento estavam expostos alguns estandes de lojas de produtos voltados a cultura geek e pop, por exemplo: Cadernos customizados da Jandaia, colecionáveis importados, pôsteres, enfeites e uma mesa de som comandada por um Stormtrooper da Adidas.

A saga Star Wars continua no coração de muitos espectadores, e sua magia não deixa de encantar públicos de diversas idades. O evento esteve repleto de fãs desde os 4 aos 70 anos. É de se admirar ver alguém que acompanha a franquia desde o primeiro filme em 77 em eventos como esse, aparentemente voltados para o público jovem.

Mas além disso, a feira estava repleta de famílias vestidas de acordo com o tema, pais e mães acompanhando filhos, alguns vestidos de cosplays como foi o caso da mãe e filho Sith. O evento reflete o como uma franquia pode ser tão eternizada, pois se trata de algo que é passado entre as gerações, e por essa razão, jamais é esquecido. Muitas crianças dessa década sabem quem é Darth Vader, porque uma unanimidade entre os membros da feira é que este é o maior vilão do cinema.

Mais para frente, nos pisos intermediário e inferior estavam exibidos estandes de naves de brinquedo, modelos 3D de Blasters da saga e bonecos colecionáveis dos personagens. Mas não só de Star Wars foi feita a feira, os espaços também apresentaram produtos alternativos como: Quadrinhos Marvel e DC, camisetas customizadas de franquias geek, estandes da saga Star Trek e exibição de HQs brasileiras.

Laudo Ferreira, autor de quadrinhos nacionais, esteve presente exibindo algumas de suas principais obras como “Zé do Caixão” e “Olimpo Tropical”. Quando questionado sobre o que pensa sobre a saga cinematográfica, Laudo respondeu: “Eu gosto e aprecio muito a temática, o conceito do Guerra nas Estrelas”. Em relação a abordagem idealista dos filmes, o autor afirmou: “O Star Wars tem um lado que eu gosto muito, que ele tem uma pegada mais filosófica e espiritualista que me agrada muito. A questão do conceito dos Jedi; da força né?”.

Tem um conceito mais amplo, o próprio conceito do xamanismo, que é ligado ao índio, né? O índio americano, o índio brasileiro, ao que vem dessa coisa não ligada a religião, ele já liga com a questão da força, então isso me agradava muito. O George Lucas trabalhou com o Joseph Campbell no poder do mito, que foi um estudioso de mitos, para compor o universo, e isso me agrada muito. Assim, não sou um apaixonado, mas eu gosto muito”.

Laudo também ressaltou sua admiração em relação a subversão da jornada do herói, abordada através Darth Vader: “O conceito do herói, a jornada do herói. Isso foi coisa que eu até usei em palestra que eu dei; o grande herói da primeira saga, vamos dizer assim, que é o Anakin, que faz todo o processo da queda, vai para o lado ruim, se redime, não é a clássica jornada do herói”.

Além de autores de quadrinhos, também estavam na feira vendedores de produtos destinados a compra de cosplayers. Entre esses vendedores, os irmãos André Luiz e Marcos Henrique Marques. Juntos, os dois comandam a página Armeiros Star Wars, onde trabalham com impressão de materiais 3D.

André Luiz é responsável pela criação de armaduras e capacetes de cosplays para Star Wars. Em seu estande estavam expostos os capacetes em tamanho real de personagens como: Darth Vader (Star Wars: Trilogia Clássica), Soldado Clone da Republica (Star Wars: A Vingança dos Sith), Guarda Pretoriano (Star Wars: Os Últimos Jedi), etc.

Ao falar sobre seu trabalho em confecção de fantasias, ele explica qual seu produto mais requisitado. “O que mais sai, assim, sem sombra de dúvida, é o Stormtrooper. E depois, assim, pela vontade, deveria ser o Darth Vader, só que como é um personagem mais caro, ele não sai tanto.

André também responde qual é o preço em média cobrado pela produção das fantasias: “Olha, uma armadura dá em torno de R$1700,00”. Porém, ele afirma que o preço varia em relação ao personagem. “Um Darth Vader hoje, por exemplo, que é uma armadura mais cara, que também é bota, tudo, completa, para você sair para qualquer evento, R$ 4000,00”.

André também explica a questão do alto preço da fantasia. “É caro para os padrões brasileiros. Mas se você vai comprar uma armadura do Stormtrooper nos Estados Unidos fica em torne de U$ 1500,00. Então assim, você está falando aí de mais de R$ 6000,00 ”.

Diferentemente de André, Marcos Henrique faz impressão 3D de colecionáveis em plástico ABS, entre seus produtos estão: bustos de personagens geek, chaveiros temáticos e blasters da saga Star Wars. Em relação ao processo de produção, Marcos explica como trabalha. “Eu faço a modelagem para imprimir 3D, a impressão, o acabamento e a pintura artesanal”.

Produzindo bustos de diversos temas, Marcos revela quais são seus produtos mais vendidos. “Particularmente, eu vendo bastante Groot, que é do Guardiões da Galáxia da Marvel. E aí em segundo lugar fica o Star Wars; e em terceiro heróis e personagens de desenho e filme.

Marcos também fala como ele e o irmão foram convidados para a feira. “O meu irmão é membro do fã clube do Star Wars. E aí já faz uns três anos que a gente está nesse nicho e a gente sempre é convidado para participar da feira para estar expondo nosso trabalho."

Além dos irmãos, outros estandes como uma loja de doces que estava vendendo em um quiosque biscoitos com o tema dos personagens da saga. Um destaque foi o belo biscoito da Millennium Falcon. Outro estande era responsável por vender material para os fãs montarem o próprio sabre de luz.

Painéis

Além desses estandes, no auditório foram apresentados alguns painéis falando sobre a saga. Entre eles, o painel “Greeblies Props e Cosplay”, que contou a história por trás dos designs de produção do filme de 77. As famosas blasters, armas da franquia, foram criadas a partir de pistolas reais onde foram adicionadas os “greeblies”, peças que adicionadas ao objeto comum o tornam mais interessante.

Além de explicar esse conceito, o painel abordou a história de alguns profissionais que estiveram por trás da criação de cenários e mecanismos.

O auditório também teve um painel para discutir os longas mais recentes da franquia: “Han Solo: Uma História Star Wars” e “Star Wars: Os Últimos Jedi”. Em relação ao primeiro filme, foi debatido o assunto dos problemas no roteiro e o fracasso de bilheteria e crítica. Na discussão do segundo longa, foram feitos comentários elogiosos sobre como o roteiro abordou fatos como a desigualdade, a arrogância e a busca por um propósito. Porém, um assunto que realmente dominou a plateia foi o arco controverso de Luke Skywalker.

Após o fim desses programas, chegou para um bate-papo o dublador Philippe Maia, responsável por fazer a voz de Poe Dameron, piloto rebelde interpretado por Oscar Isaac. Na nova franquia. Philippe contou que desde que viu “O Retorno de Jedi” esperou por uma continuação que nunca veio.

O dublador contou que quando Isaac foi anunciado como parte do elenco da nova franquia, ele já estava na expectativa para ser chamado para fazer a dublagem, já que havia dublado o ator em outras produções e que ficou muito feliz em ser o escolhido para novamente dubla-lo na franquia Star Wars. “Eu espero que o Luke ressucite”, disse Maia.

Philippe também comentou sua tristeza com relação à morte de Luke Skywalker, afirmando que o mestre Jedi é seu personagem favorito e que foi difícil para ele trabalhar em no último longa sabendo desse fato.

Ao final, foi feito o concurso de cosplay, cujo os participantes foram divididos em duas categorias de competição: Dark Side e Light Side. As crianças cosplays foram também chamas separadamente e cada uma ganhou um colecionável. Após os vencedores serem escolhidos, os apresentadores do painel pediram ao público que escolhesse um campeão honorário. A vencedora foi uma senhora fantasiada de General Leia Organa.

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