• Paulo Lídio

Liga da Justiça Sombria – Guerra de Apokolips | Crítica: Encerrando seu universo expandido com chave


Liga da Justiça Sombria – Guerra de Apokolips | Crítica: Encerrando seu universo expandido com chave de ouro, animação dá aula a DC no cinema (Imagem: Warner Bros. / Divulgação)

Encerrando seu universo expandido com chave de ouro, animação dá aula a DC no cinema (Imagem: Warner Bros. / Divulgação)

Depois de dezesseis longas, o universo de filmes animados da DC Comics chegou ao seu fim. Iniciado com ‘Liga da Justiça: Ponto de Ignição’, as animações trabalham a fase dos quadrinhos dos Novos 52, culminando em seu término com ‘Liga da Justiça Sombria: Guerra de Apokolips’. Mesmo com falhas, assim como toda grande franquia, é inegável que a Warner Bros. finalmente alcançou o nível esperado pelos fãs, inclusive, servindo de aula para o departamento de cinema do estúdio.

Com uma trama de tirar o fôlego, a Liga da Justiça precisa acabar com os planos de Darkseid de dominar não só o planeta Terra, mas também toda Galáxia. Para uma missão deste nível, nada mais justo que o filme traga os mais variados tipos de heróis e vilões para combater este grande inimigo: Liga da Justiça, Jovens Titãs, Liga da Justiça Sombria e Esquadrão Suicida trabalhão juntos e com seus principais nomes. O sentimento de ver todos em tela é nostálgico, principalmente levando em conta toda construção do universo. Entretanto, em certos momentos, a quantidade em excesso acaba pecando, pois muitas dessas aparições levam apenas segundos, ou, quando levam pouco mais que isso, os personagens sequer possuem dublagem e apenas são um número em tela para o chamado “fan service”.

Heróis e vilões unidos na batalha contra Darkseid (Imagem: Warner Bros. / Divulgação)

Heróis e vilões unidos na batalha contra Darkseid (Imagem: Warner Bros. / Divulgação) Outro ponto que pode ser visto de forma negativa ou positiva pelos fãs é a quantidade em excesso do Batman neste universo expandido. Dos dezesseis filmes, quatro são dedicados ao homem-morcego e sua ‘Batfamília’. Se formos mais rígidos, o filme da Liga da Justiça Sombria ainda tem o morcego como líder da equipe ao lado de John Constantine. Aos fãs do Batman, isso é um verdadeiro deleite, principalmente porque ele se prova cada vez mais como peça fundamental para toda Liga. Já para os fãs de outros personagens, o excesso pode ser um pecado, visto que outros heróis importantes (como o Lanterna Verde, por exemplo) sequer ganharam um filme.

Todavia, deixando de lado estas duas pequenas falhas (que são de gosto pessoal e não atrapalham em nada a experiência), o longa é uma aula para o departamento cinematográfico da Warner. Ao mesmo tempo que temos história interligadas e que nos deixam a sensação de estar acompanhando algo grandiosos, é totalmente plausível assistir as animações de maneira aleatória e curtir um bom entretenimento. Cabe ressaltar que nem todos os filmes são fiéis aos quadrinhos, mesmo que levem o nome de grandes arcos em seus títulos. Entretanto, as adaptações respeitam sua material base e deixam os fãs de todas as idades satisfeitos com o que se vê. Inclusive, não seria exagero dizer que muito do que o filme apresenta, se comparado com as notícias vazadas nos últimos anos, lembra o tão famoso e pedido ‘Snyder Cut’, que seria a versão de Liga da Justiça do diretor Zack Snyder, que foi demitido pelo estúdio e substituído por Joss Whedon, que entregou uma versão que definitivamente não foi aprovada por público e crítica.

Superman, Robin, Ravena, Etrigan e John Constantine são os líderes da resistência na batalha de Apokolips (Imagem: Warner Bros. / Divulgação)

Superman, Robin, Ravena, Etrigan e John Constantine são os líderes da resistência na batalha de Apokolips (Imagem: Warner Bros. / Divulgação) Um grande fator de sucesso para as animações é seu elenco de dublagem, seja o original com nomes como Matt Ryan (Arrow/Legends of Tomorrow) como John Constantine, Rosário Dawson (Demolidor/Luke Cage) como Mulher-Maravilha e Camilla Luddington (Greys Anatomy) como Zatanna.

As cenas de luta e plot twists de 'Liga da Justiça Sombria: Guerra de Apokolips' são de tirar o fôlego. Uma dica deste que vos fala é não se apegar a nenhum personagem, pois literalmente todos os envolvidos sofrem alguma consequência na batalha contra Darkseid e sua equação anti-vida. Além do mais, o final da animação (sem spoilers) nos deixa acreditar que muito em breve teremos novidades sobre um possível novo universo animado compartilhado. Se os Novos 52 tiveram sucesso nas telas, aguardamos ansiosamente pela fase Rebirth da DC Comics nas animações.

Nota do Filme: 5/5 Nota do Universo de Filmes Animados da DC: 4,5/5

*Ordem de lançamentos dos filmes do Universo de Filmes Animados da DC Comics:* - Liga da Justiça: Ponto de Ignição (Justice League: The Flashpoint Paradox, 2013) - Liga da Justiça: Guerra (Justice League: War, 2014) - O Filho do Batman (Son of Batman, 2014) - Liga da Justiça: Trono de Atlântida (Justice League: Throne of Atlantis, 2015) - Batman vs. Robin (2015) - Batman: Sangue Ruim (Batman: Bad Blood, 2016) - A Liga da Justiça vs. Jovens Titãs (Justice League vs. Teen Titans, 2016) - Liga da Justiça Sombria (Justice League Dark, 2017) - Jovens Titãs: O Contrato de Judas (Teen Titans: The Judas Contract, 2017) - Esquadrão Suicida: Acerto de Contas (Suicide Squad: Hell to Pay, 2018) - A Morte do Superman (The Death of Superman, 2018) - Constantine: Cidade dos Demônios (Constantine: City of Demons, 2018) - Reino do Superman (Reign of the Supermen, 2019) - Batman: Silêncio (Batman: Hush, 2019) - Mulher-Maravilha: Linhagem de Sangue (Wonder Woman: Bloodlines, 2019) - Liga da Justiça Sombria: Guerra de Apokolips (Justice League Dark: Apokolips War, 2020)

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