• Alexandre Agassi

Greenk Tech Show 2019 | Entrevista com membros da União Star Wars


Star Wars: A Ascensão Skywalker tem provocado expectativas quanto ao desfecho da saga. Nessa nova trilogia, que afastou muitos fãs e tem dividido opiniões, o famigerado Episódio IX está um verdadeiro borrão cinza, uma vez que ninguém consegue ter sequer ideia do que vai acontecer. Durante a Greenk Tech Show 2019, alguns representantes da União Star Wars daqui do Brasil falaram sobre diversos assuntos com a Be Geeks.

Rodrigo Moreno, 42 anos, mais conhecido como "Kylo Ren", é o membro fundador da Blades Saber Club Brazil, um grupo de coreografia de sabres de luz. O fã clube que já existe há 12 anos costuma se apresentar em eventos oficiais relacionados ao universo de Star Wars. Além disso, eles também realizam encontros no Parque do Ibirapuera, na cidade de São Paulo, para ensinar pessoas a usar o sabre de luz.

Sobre o evento, Rodrigo diz gostar da proposta por falar de uma tema muito relevante: a reciclagem. "Quem que não tem um computador lá em casa ou aquelas baterias que a gente não sabe como descartar da maneira correta, então é a oportunidade pra você conscientizar as pessoas de destinar esse material da maneira correta", explica. Ele complementa que temos que pensar nas futuras gerações, atenuar o impacto causado e proteger o meio ambiente, que já está prejudicado. Desenvolvimento sustentável, para ele, significa responsabilidade: "A gente tem que pensar no nosso planeta".

Falando em Star Wars, ele conta que seus filmes favoritos são Uma Nova Esperança e Rogue One. Já seus personagens fica entre Darth Vader, Kylo Ren e Starkiller, os três que costuma fazer cosplay. Sobre o Episódio IX, ele diz querer explicações. "A expectativa é sobre o que vai acontecer. Como é que o Imperador tá lá, quem é a Rey, por que é que o Kylo Ren trocou o Light Side pelo Dark Side e o que vai acontecer com eles?", enaltece.

Além de fã, Luciana Dotta, 39 anos, adora administrar o Galactic Academy, fã clube de Star Wars que reúne cosplayers para menores de 18 anos. Lá não só tem cosplayers adolescentes, mas também crianças e até mesmo bebês! Luciana conta que uma das membras não tinha nem um ano de idade. "É um fã clube inclusivo, eu acho legal porque a gente incentiva a participação das crianças, a gente conhece muita gente, faz muitas brincadeiras, é uma coisa que é pra ser divertida e aí as crianças acabam participando dos nossos eventos", conta. Outro grupo que participa é a Legião 501, fã clube mundial criado em 1997 nos EUA constituído por cosplayers do Dark Side apenas.

Já em relação a Greenk, Luciana se mostra um tanto decepcionada: "Eu esperava mais, acho o que a gente viu em divulgação eu acho que dava pra puxar mais pra área acadêmica". Aponta que poderiam ter aproveitado melhor a tecnologia e o que foi usado ficou muito escondido na Arena Conhecimento, um espaço de palestras que havia na Greenk. Ainda assim, ela ressalta a importância de se discutir o desenvolvimento sustentável: "Sustentabilidade é vida, né".

Luciana fala que gosta de todos os filmes, até mesmo de Caravana da Coragem, filme de 1984 protagonizado pelos Ewoks. Mas seu longa preferido é sem sombra de dúvida Rogue One, enquanto que sua personagem favorita de Star Wars é a protagonista do mesmo filme, Jyn Erso. Quanto as expectativas para Ascensão Skywalker, Luciana afirma que "gostaria de ver desfechos". Para ela, se houvesse um final aberto, sem explicações: "Ia decepcionar bastante, não gosto muito disso. Pode até rolar algum gancho, mas tem que finalizar algumas histórias".

Esposo de Luciana, Fernando Dotta, 41 anos, também faz parte da Legião 501, além de ser representante da América Latina de filantropia. "A 501 é baseada em três fundamentos: charity (filantropia), costume (fantasiados) e community (comunidade). Então a gente participa desde visitas em hospitais infantis, participa para arrecadar alimento, campanha para distribuição pra pessoas pobres", diz.

Ele conta que gosta muito de se fantasiar: "Quando me fantasio, eu deixo de ser o Fernando e me torno no personagem que eu tô me fantasiando. E quando você vai nos lugares e as pessoas te veem, você não é uma pessoa, você é o personagem que aquela pessoa tá vendo. Você acaba virando o herói". Outro grupo que ajuda é o Heróis sobre Rodas, formado por famílias que tem filhos cadeirantes. Ele diz que acontece muito das crianças virarem pra ele quando fantasiado de herói e comentar: "Quando eu crescer eu quero ser que nem você".

Quanto a Greenk, Fernando concorda com o comentário de Luciana: "Eu esperava mais por ser em São Paulo. A gente já foi em outros de proporções menores mas que tinham mais coisas. Quem sabe o ano que vem, tem muita coisa que eles podiam ter explorado aqui da parte de tecnologia, da parte de reciclagem". No entanto, ele salienta a importância da sustentabilidade, que, pra ele, essa palavra quer dizer futuro. "Hoje a população mundial cada vez aumenta mais e a gente consome cada vez mais recursos. E não dá pra consumir recursos, jogar fora, consumir outro e depois jogar fora. Nós temos que começar a reutilizar pra que a gente consuma menos recursos e o planeta fique sustentável", explica.

Sobre seus filmes de Star Wars favpritos, ele cita o Episódio V - O Império Contra-Ataca, dos antigos, enquanto que dos novos seria Rogue One. Seu personagem favorito dos clássicos é o Palpatine, também conhecido como Darth Sidious ou Imperador. Já da Old Republic seriam Darth Malgus, Darth Revan e Darth Nihilus. Ao comentar a respeito de Ascensão Skywalker, Fernando fala que "vai ser um filmaço", principalmente por conta da volta do J. J. Abrams na direção, um fã declarado da saga. Com Kevin Feige, presidente da Marvel Studios, pondo as mãos em Star Wars, ele não duvida que Episódio IX já tenha um "dedinho" dele ali. Além disso, também espera um filme que não deixe muitas "pontas soltas" para "não dar mais chance de continuar a história Skywalker". Mas acredita que uma coisa ou outra será deixada pra ser explicada num livro, HQ ou animação. Conclui: "Eu acho que vai ser um baita de filme".

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