• Alexandre Agassi

BGS 2019 | Arena Indie mostra games que vão chamar atenção em 2020

Como de costume, a Brasil Game Show separa um espaço dedicado aos desenvolvedores de jogos indies. Lá encontram-se diversos tipos de games produzidos para todos os gostos e idades, num espaço onde muitas vezes as pessoas dividem seu tempo e dedicação entre vários trabalhos para poder fazer o que ama. Nesta matéria exclusiva, alguns dos desenvolvedores comentam a respeito de suas produções e sobre o que estão trazendo para o mercado brasileiro de jogos eletrônicos.

Imagem: (Divulgação / First Phoenix Gaming Studio)

Eleito o melhor jogo indie da BGS 2019, RIO - Raised in Oblivion traz a temática dos games de tiros para o evento, inspirado em jogos como The Last of Us e DayZ. Tiago Gonçalves, um dos desenvolvedores, comenta sobre as dificuldades de se produzir um game no Brasil: "É muito difícil porque é uma indústria nova e a gente não abriu essas portas ainda. A gente conseguiu alguns recursos. Agora graças a Deus chegamos onde estamos".

Mas afinal, do que se trata RIO - Raised in Oblivion? "É um survival, é um jogo de sobrevivência multiplayer em mundo aberto onde você tem três tipos de ameaças que vão tentar te matar: os infectados, a inteligência artificial e tem também os players que seriam a terceira ameaça nesse mundo vasto", explica Tiago. O game, produzido pela First Phoenix Gaming Studio, acompanha a história de sobrevivência de um pai e seu filho durante 16 anos no Rio de Janeiro de um mundo pós-apocalíptico.

Para sua realização, Thiago conta que o jogo começou com um investimento próprio até chegarem num momento de grande dificuldade e não tinham como prosseguir sem algum financiamento. Por meio de uma pessoa que quis investir nesse projeto, um "particular", como define, deram prosseguimento ao game.

Tiago se recorda dos tempos de infância e afirma que sua paixão pelo mundo dos games se dá desde criança: "Sempre gostei muito de jogos, nasci com jogos. Com três ou quatro anos eu já jogava. Fechei Contra com 4 anos. Eu tinha meu "Nintendinho" [...] e depois tive o PlayStation 1, o PlayStation 2, o Xbox 360".

Imagem: (Divulgação / Beta Games Group)

Outro game que chamou bastante atenção foi 171, jogo ao estilo da franquia de GTA, que está sendo desenvolvido pela Beta Games Group. Um jogo de mundo aberto, onde se pode explorar o mapa da cidade, roubar carros, cometer crimes, mas que também tem sua própria história. É o que explica Kleberson dos Santos, modelador do jogo: "A ideia de criar esse jogo veio quando a gente percebeu que a galera brasileira, nos blogs e tudo mais, sempre criava mods para "abrasileirar" o GTA. E foi o pontapé inicial pra gente trazer a ideia e trazer o 171 à tona".

"Nesse jogo você assume o controle do protagonista, o principal, Nicolau. Ele é um jovem que mora junto com seu irmão, um usuário de drogas. Aí certa vez quando o Nicolau está voltando do seu trabalho, encontra seu irmão todo machucado, daí o Nicolau dá um dura nele. Só que o Rogério, irmão do Nicolau, diz que até poderia ter errado no passado, só que hoje ele estaria mudado, aí o Nicolau fica pensando, fica irritado. Daí o Rogério vira e fala que aquilo que aconteceu se tratava de aviso e ele sabia do que se tratava. Nicolau fica assustado, pensando que o irmão está em risco, só que o Nicolau vê no decorrer da história que não é bem assim", conta Kleberson. Ele continua dizendo que independente das ações tomadas não tem mais volta, e aqui se tem que desvendar o enigma por trás da história do jogo.

Ainda em sua versão pré-alpha, 171 tem previsão de lançar uma versão atualizada e melhorada até o final desse ano. Kleberson diz não ser fácil produzir um jogo indie no Brasil: "Para você produzir um jogo requer investimento, tempo de criação e tudo mais. E a equipe indie às vezes não tem o rendimento como deveria pela falta de recursos". Explica ainda que o jogo não capta financiamento direto de ninguém, mas que no final de 2018 realizou uma campanha no Catarse que acabou por atingir 110% da sua meta.​

Imagem: (Divulgação / Myridian Game)

Com uma pegada oldschool, Myridian: The Last Stand é um jogo online, em 2D no estilo pixel art desenvolvido para mobile e multiplayer. Ele segue seis modos de jogo, sendo três cooperativos e três PVPs. Na história do jogo, os heróis devem salvar o rei capturado por forças malignas. Caso eles consigam derrotar o último "chefão", o rei é salvo e passa a ser um personagem jogável. Caso não consigam, o rei morre e é possuído pelas forças demoníacas, tornando-se o vilão da próxima temporada.

Thiago Antonieto, produtor e designer do jogo, diz que se inspirou no estilo de jogos antigões, como Final Fantasy, Mega Man e Castlevania, e também jogos de RPG. "Jogamos desde quando éramos pequenos, todo mundo da equipe tem em média 40 anos", conta.

Ele diz que a ideia do jogo nasceu a partir de um bate-papo e foram combinando várias ideias e elementos de outros jogos que gostariam de ver no projeto, foi então que veio a iniciativa de produzir Myridian. "Queríamos uma coisa para celular que tivesse uma jogabilidade mais profunda, um sistema de build, uma história, como se fosse um jogo de console, só que com a tecnologia atual e uma estética antiga, essa foi meio que a ideia e a gente montou a equipe e começou a desenvolver", ressalta.

O projeto, que já existe há dois anos, conta absolutamente com financiamento próprio. A exceção foram os celulares que a empresa trouxe para o público na BGS testar a versão pré-alpha, e para isso realizaram uma campanha do Catarse para comprar os aparelhos. A versão final de Myridian deve ser lançada entre janeiro e março de 2020.

Confira a nossa cobertura da Brasil Game Show 2019 clicando aqui.

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